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A música vem da infância. Aos seis anos a menina Maria Clara de Salles Redig de Campos entrou para o Conservatório Brasileiro de Música, onde estudou teoria musical e solfejo. Na mesma época, passou a integrar o Coral de sua escola, no qual cantou até os 16 anos. Durante esse período estudou, ainda, piano e violão.

Entretanto, foi contagiada pelo modo como seu pai, Olavo Redig de Campos exercia a profissão de arquiteto e ingressou na Faculdade Nacional de Arquitetura em 1964. Trabalhou com ele durante 20 anos e, hoje, concilia as duas atividades.

A música sempre esteve presente em sua vida e, aos 30 anos, retomou o estudo do violão, acompanhado de um curso de teoria e harmonia musical. O passo seguinte seriam as aulas de canto lírico com Heloisa Madeira e as de Cantoterapia com Sonia Joppert. De 1994 a 2004, estudou canto técnico com Lulu Joppert, diretora musical de seus dois primeiros CDs. Hoje estuda com a Produtora Vocal Ana Zinger.

A primeira apresentação foi no Vinicius Piano Bar (RJ) em 1995, no show "Canta Mais", com Fernanda Amaral e Paulo Cunha. No ano seguinte dividiu com Malu Garcez o show "Momentos" no Ballroom (RJ). O primeiro show solo foi "Encontros", com arranjos e direção de Edson Bastos e realizado no Hipódromo Up (RJ) e no Café do Teatro (RJ). Em 1997 começou a estudar o rico repertório do compositor Francis Hime e apresentou o show "Luz" que, anos mais tarde, viria a ser a inspiração para seu terceiro CD.

Voltou ao Café do Teatro em 1998 com o show "BlueBossa" e, ainda nesse ano, gravou seu primeiro CD independente, "Clara Redig", só com músicas brasileiras, com arranjos de José Lourenço. O show de lançamento foi no Hipódromo Up.

Em 1999, participou, como convidada especial, do evento "Homenagem a Chiquinha Gonzaga", realizado no Centro de Convenções anexo ao Palácio do Catete (RJ). Nesse ano, foi convidada por Paulo Cunha para participar do projeto "Mãos de Afeto", no Vinicius Piano Bar. Em 2000 criou um roteiro só de clássicos do samba intitulado "Sonho Meu", entregando os arranjos a Edson Bastos. Em apresentação única no Café Teatro Arena, foi surpreendida por Dona Ivone Lara, a grande homenageada da noite, que subiu no palco e improvisou alguns duetos com ela.

Convidada a integrar o grupo Cantores do Chuveiro, participou do espetáculo "100 anos de MPB", escrito e apresentado por Ricardo Cravo Albin. O espetáculo contabilizou 12 shows no Circuito SESC, em 2000, e mais de 80 no Café Teatro Arena, em 2001.

Ainda nesse ano, lançou o CD "Encontro Feminino" na Livraria Argumento (RJ), tendo feito shows de lançamento, como o realizado em agosto de 2002, no Mistura Fina (RJ), considerado o show de maior bilheteria da casa naquela temporada.

Com o grupo Cantores do Chuveiro, participou do grandioso projeto "Cinema Tocado", realizado em palco nas areias da Praia de Copacabana (RJ), em janeiro de 2002. Promovido pelo jornal O Globo em homenagem à Atlântida Cinematográfica, o show, que antecedia à projeção do filme "Aviso aos Navegantes", foi escrito e dirigido por Eduardo Dussek, teve direção musical de Murí Costa, apresentação de Luiz Carlos Mièle e participação especial de Emilinha Borba e Adelaide Chiozzo.

No mesmo ano, o grupo Cantores do Chuveiro apresentou no Café Teatro Arena o show "Luz, Chuveiro... Ação", uma homenagem ao Cinema Nacional, também idealizado e dirigido por Dussek. O espetáculo foi reapresentado no ano seguinte, no Bar do Tom (RJ).

Com arranjos, direção musical e regência de Nelson Ângelo, a cantora lançou, em 2005, numa concorrida noite de autógrafos na Livraria da Travessa, o CD "Luz - Clara Redig canta Francis Hime", resultado de sua longa e dedicada pesquisa sobre a obra do grande compositor, presente ao evento . O trabalho, apresentado por Ricardo Cravo Albin, e lançado pela CID, recebeu diversos elogios da crítica especializada e foi levado para o palco do J Club na Casa Julieta de Serpa, em noite de lotação esgotada e, ainda, no Brunch promovido pelo Museu do Açude em 31 de julho. Em maio de 2006 apresentou o show no Espaço Cultural Maurice Valansi.

Em 2013 Clara Redig lança seu olhar delicado para a obra do compositor Antonio Maria no CD "Menino grande", que mistura clássicos e músicas menos conhecidas do compositor, fruto de uma pesquisa apaixonada. Clara prepara seu novo trabalho para lançar em breve.

Com o passar do tempo, Clara foi imprimindo qualidade profissional a uma atividade que, inicialmente, era apenas amadora. Para gravações em estúdio ou para apresentações ao vivo, ela faz questão de idealizar todos os roteiros, acompanhar os arranjos, a produção executiva e, até, a produção gráfica. Costuma definir esse trabalho como uma "doce tarefa" trabalhando de forma perfeccionista e dedicada, visando obter resultados simples, porém sérios, bonitos e bem acabados.

A luz de Clara Redig brilha trazendo uma nova artista que coloca o coração e a emoção a serviço de sua grande paixão: a música.